3 de junho de 2014

Basta querer!


Não vejo sentido em escrever sobre a vida da minha filha de uma maneira triste. A Jaqueline é alegria. Acho que se todas as pessoas vissem seus filhos dessa maneira não se vitimariam tanto. Eu sei que o sofrimento dói. Sei que a vida é mais difícil pra um, e menos pra outro. Mas você já parou pra pensar nos monstros gigantes que cria a partir de uma situação difícil? Se todos nós tivéssemos a oportunidade de um olhar prático como o da minha filha que olha pra uma dificuldade, sente medo, chora, reclama enquanto passa apenas, e depois saísse sorrindo tudo seria mais fácil. Mas nós, erramos repetidamente no antes, no durante e no depois. Então potencializamos a dor, e na maioria das vezes não conseguimos ser diferentes. Então eu penso que esse rótulo que colocam em nossos filhos deveria ser colocado nas pessoas que fazem. Porque o mundo anda todo igual mesmo na ignorância, no preconceito, na falta de educação, de coração, de olhar terno e ingênuo. De boas palavras, de boas intenções de humanidade. A diferença é gritante mesmo. O mundo não se acostuma com nossos filhos porque eles que precisam se adaptar ao amor. E se eles sentassem por um momento na cadeira da minha filha e tivessem a capacidade de ter seu corpo físico, de sentir o seu coração e seu sorriso, com certeza seriam pessoas normais. Pessoas que amam, pessoas que são felizes com o que tem com o que são com o que dão pouco se importando com o que falta aos olhos piedosos. Aí sentiriam na pele que poderiam ser melhores pra si. Entenderiam que ser instrumento de Deus não é pra qualquer um. Que ELE ama todos de forma igual. E que perante ELE somos todos especiais. Mas fazer por merecer a graciosidade da vida é pra poucos! Por isso nos sentimos muito felizes. Porque passar por tanta coisa, passar perto da morte, e não ficar reclamando é um grande ensinamento. Viver é muito simples. Basta querer!
(Adriana)

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