30 de abril de 2015

Ser mãe é estar entre o céu e o fel


Quando experimentamos a doce magia de ser mãe, viajamos entre o céu e o fel. O céu são todos os dias, são todos os nossos gestos de dar e receber amor. É um sentimento que não se resume, mas sim que se explora. O fel, (aquele amargo na nossa boca) é quando nos sentimos impotentes e frágeis diante de um mundo engolidor de pequeninos. Mas bravamente, mãe luta. Com cansaço, com dor e lágrimas. Nada, absolutamente nada é mais forte do que esse amor. Nem as nossas fragilidades. Porque são diante delas que nos tornamos mais fortes!

(Adriana Silva)

24 de abril de 2015

Não te imagino de outra forma que não seja: Feliz!


Muitas vezes passamos por coisas tão profundas e mal sabemos que por mais difíceis que tudo pareça ser, nós ficaremos muito maiores do que todos os nossos problemas ou dores. Porque tudo passa, Deus é grande, o amor é algo que não se explica, a gente sente como um passarinho que canta mesmo se ele estiver na mais alta árvore!
Antes de você chegar ao mundo eu sequer imaginava como você seria. E nem me imagino como eu seria, ou se eu existiria se não tivesse você!
Hoje, eu não imagino você de outra forma que não seja: FELIZ! 

(Adriana Silva)

13 de abril de 2015

Priorize seu filho hoje!


Priorize seu filho hoje, pra você não ser segunda opção na vida dele amanhã.
Acorde cedo, arrume seu filho para ir a escola, leve-o até a porta, e se estiver viajando a trabalho, liga de manhã bem cedo e deseje a ele uma boa aula. Pode não parecer, mas isso é importante pra ele. Faz aquelas trancinhas no cabelo da sua filha, esquece o sono e a preguiça e toma café da manhã com ela, deixa ela se sentir bem cuidada por você. Pode não parecer, mas isso é importante pra ela. Quando seu filho chegar da escola, caso esteja no trabalho, ligue pra saber como ele foi na escola, e se estiver em casa, sente a mesa para almoçar com ele. Pode não parecer, mas isso é importante pra ele. Quando sua filha chegar da escola, a abrace, cheire, ouça o que ela tem pra te contar, e se você trabalha, antes de sair deixa um bilhete carinhoso pregado na geladeira dizendo o quanto a ama. Pode não parecer, mas isso é importante pra ela.
Carinho, cuidado, respeito, atenção, brincadeiras e boa educação, fazem parte de atitudes muito simples e essenciais.
Um abraço, um beijo, um tempo dedicado e até mesmo uma brincadeira qualquer, pode não parecer, mas é importante pra eles.
Quem é mãe desnaturada pode até não ter noção disso, mas quem é filho com certeza sabe e muito, o valor que tem a afetividade.

Keila Sacavem

Saudade que mãe sente...



Quando vejo as fotos, vídeos da minha filha de alguns anos atrás morro de saudade. É porque ela entrou na adolescência. Antes cantava mais, era mais criança, e tudo muda. Pra mim todas as fases são importantes, mas dá saudade até do momento anterior. Eles crescem, assim como crescemos. Não me arrependo de nada, absolutamente nada que vivi com ela. Aprendi muito como pessoa e como mãe. Não vejo a minha vida como sofrimento, nada disso! Somos felizes. Com dificuldades ou não, somos pessoas que agradecem o fato de viver. Tenho uma família maravilhosa! O que posso querer mais? Só tenho a agradecer a essa chance que muitos não tem. Não sou a única pessoa no mundo a ter uma filha com Deficiência Física, e quando olhamos para as pessoas percebemos que só melhoramos! Hoje eu entendo o sentido da minha existência. Como é ser preenchida de coisas boas, do amor pleno, por ser útil à alguém e fazer parte da felicidade dessa pessoa. De me sentir feliz e plena com coisas tão pequenas, mas que ao mesmo tempo pra mim, são gigantes! Não são as coisas cotidianas apenas, e sim os sentimentos, e as outras coisas que somos levados a conhecer, e percebemos que através dela conheço. 
Vivi e vivo todos os momentos intensamente. Às vezes dá uma sensação que poderia ter vivido mais, mas é porque tudo passa depressa. Tenho a impressão que nem passei por certas coisas, que parecem muito longe, ou que o presente é mais presente e forte. Talvez seja a minha capacidade de assimilar, ou de ter crescido.Ou se simplesmente ser uma mãe como todas as outras. Acho que ser mãe é isso. Um misto de saudades e realidades. Um misto de lágrimas e alegrias. Doces... Encantadoras...Eternas!

Adriana Silva

7 de abril de 2015

Coisas que só uma Mãe pode suportar.


Talvez se eu fosse só Mãe eu não suportasse. Se eu isolasse só a tarefa de ser mãe sem sentimento algum diria até que seria insuportável. E o que faz a gente se manter tão de pé e firme muitas vezes? O que faz as coisas não ficarem tão mais difíceis mesmo a gente achando que seria impossível ficar mais do que está? O que faz a gente sentir a ferida na carne e ao mesmo tempo não sentir? O que faz sorrirmos mesmo estando chorando por dentro e por vezes nos sentirmos tão impotentes diante das situações que a vida nos coloca?

O AMOR. 

Sabe... Até aqui, nada foi fácil. Aprendi a ser mãe. Mas sabe o que a vida foi me ensinando? Que ser mãe é uma escola. Que nós muitas vezes não sabemos o que fazer e nem vamos saber tudo, nem ter todas as respostas, mas a diferença está no Amor. Aprendemos com os erros, aprendemos que nem tudo é tão simples ou tão complicado como se parece, e que tudo pode parece difícil... Tudo mesmo! Ah, mas se você tiver amor, vai ficar um peso um pouco menor. E andando, andando e andando a dor vai ficando pequena porque o amor é muito grande! É ele que nos guia para que tudo possa acontecer da melhor forma, é com ele que os encaixes do quebra cabeça vão se juntando, porque é preciso muito amor pra se ter paciência... É ouvir as pessoas, é analisar, é pensar. É errar, acertar. É fazer tudo sozinha, ou pedir ajuda. 

Quantas vezes percorri caminhos tão difíceis, e fui andando, chorando, e quando dei por mim, frestas foram se abrindo e quando olhei para trás vi que tudo passou. Às vezes eu tenho a sensação que não passei por nada que aconteceu no passado, e só o presente fica vivo na minha memória. Mas percebo a diferença de quem fui, e quem sou. O quanto eu cresci como pessoa. E penso que mesmo sendo tudo muito difícil, seria muito mais se eu não tivesse a minha filha. Todos os meus medos de não conseguir talvez passar por algo, de me sentir incompetente, foram dando lugar a uma mulher que eu jamais sonhava em me tornar. E devo tudo isso à Jaqueline. Eu não queria que ela sequer sentisse dor, mas como eu não sou capaz de evitar quero que apesar de, o amor sempre esteja presente. 

Essas coisas que só uma mãe pode suportar, são iguais a todas. Quando temos um filho especial, cada uma de nós sabe onde mais dói. Nem explicando as pessoas entenderão. Não somos pessoas com super poderes, e ainda temos que enfrentar "inimigos" terríveis todos os dias. Lidamos com olhares indiscretos, com falta de respeito, com falta de tato, de humanidade. Mas também encontramos pessoas que nem sonhávamos conhecer, e nos unimos umas as outras como elos de corrente de sentimentos fraternos, sinceros e eternos. 


Podemos por um momento, nos colocar uma no lugar da outra e sentir, sorrir e até chorar juntas. Podemos fazer uma prece de positividade tão forte, e a cada abraço à esses nossos novos amigos, novo mundo, percebemos que se não passássemos por isso, talvez não olharíamos tantas coisas porque se não tivesse esse mundo em comum, não nos preocuparíamos com o próximo. Será que o nosso próximo vai precisar passar por aqui também? Será que o nosso próximo vai conseguir ver o mundo da mesma forma que vemos nossos filhos? Será que um dia poderemos nos sentir respeitados, ou cidadãos de verdade? Não sei! Não sabemos o que mora dentro do outro, mas podemos fazer a nossa parte, e plantar em cada espacinho esse amor, e quem sabe quem colha tenha a mesma felicidade que nós.

(Adriana Silva)