28 de junho de 2017

Texto de uma mãe especial para os fanáticos religiosos que não aceitam a condição do meu filho


Não precisa vir me consolar. Não estou de luto. Meu filho está vivo e celebro a vida dele todos os dias.

Não venha me falar que não acredito em Deus o suficiente porque não vou na sua igreja. Se você entendesse a essência de Deus realmente saberia que ELE não deixa de estar em uma pessoa por sua condição física. Deus está no coração e não na religião.

Não justifique a " doença" do meu filho (é assim que você a define) como obra maligna ou resultado de macumbaria na vida dele. Você sequer sabe o que ele passou. 

Não venha me dizer que ele vai ser curado de algo. A cura pra você seria o sorriso dele e isso você não tem capacidade de entender.

Não tenho culpa que você é raso e não sabe interpretar a profundidade do meu filho e o sentido que ele tem na minha vida. Você não entende porque só olha com os olhos de julgamento e não os olhos de amor. Olhos de julgamento só sabem dizer o que é certo e errado, o que deveria ser feito e de não aceitar o que ele é.

Entenda que você é deficiente de amor, e enquanto você não se tocar disso, Deus nunca fará a diferença na sua vida, não estará em suas atitudes, pensamentos e nem sentimentos.

Aprenda que quem o carrega sou eu! Pode ser difícil, mas eu o amo. É é com olhos de amor que faço tudo por ele sem reclamar, reconhecendo a dádiva que é tê-lo em minha vida. Desculpa se você não entende isso e ache que para acreditar em Deus temos que achar que as pessoas não possam ter limitações físicas.

Pra mim você é descrente. Pois é incapaz de aceitar alguém que seja diferente de você. Pra mim você não faz diferença, e só lamento por não aprender ter um décimo da sua Bíblia em suas atitudes. Os versículos que você profere não fazem sentido pois você não pratica em momento algum.

Se acha que estou sendo dura, não se esqueça: Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Ame mais, e pare de vomitar suas ignorâncias nos nossos ouvidos. Na dúvida fique em silêncio. Não somos obrigadas a ouvir tanta besteira!

(Adriana)

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